Transcrição
Mudar a vida das pessoas com ideias Vamos lá... Luz.
Quando percebeste que a tua ideia poderia mudar a vida das pessoas?
Posso ligá-la.Acho que foi no momento em que começámos a ter clientes,clientes que são hospitais,a ganhar concursos públicos, a entrar em competição com grandes players do setor e a trabalhar com seguradoras de grande dimensão.
Acho que é aí que realmente percebes que o que estás a fazer tem valor.
Não apenas para um tipo de utilizadores, hospitais, mas sim com um valor verdadeiramente escalável.
Acho que também o facto de, por exemplo, a Harvard Medical School estar a colaborar connosco e, de alguma forma, querer fazer este caminho connosco perante muitas outras empresas, significa muito, porque, bem,acho que é realmente porque o que estamos a fazer é útil para eles.
E percebes que isto não é só uma ideia, não é só um projeto,mas sim algo que tem de escalar.
E é nesses momentos que dizes: "é um assunto sério".
E então percebes logo o impacto que estás a ter junto dos utilizadores.
Estamos a falar de cuidar de pessoas em todo o momento.
Lembras-te do primeiro paciente que utilizou o produto da Vitalera?
Vou-me sempre lembrar do primeiro paciente, e olha que temos muitos casos e que nos contam sempre histórias.
Mas acho que o Miguel vai estar sempre presente na minha cabeça.
Quando começas, além disso, fazes de tudo:estás ao telefone,está no apoio...
Lembro-me perfeitamente de um verão a falar com ele e com a filha,a fazer o registo, a explicar-lhe... E no fim quase nos tornámos amigos,porque ele também nos explicava tecnicamente todo o seu processo.
E do Miguel vou-me sempre lembrar.Aliás, uma vez fomos visitá-lo ao hospital e convidámo-lo para tomar um café.
Porque, bem, além de ter 89 anos, e muitas vezes se dizer que as pessoas mais velhas não sabem usar tecnologia,o Miguel era, enfim, muito habilidoso.
Vou-me sempre lembrar dele; graças a ele, tomámos muito boas decisões de produto e acho que ele, sem se dar conta, nos inspirou.
